segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Montanhas e Jardins =)


Recebi pelo meu vigésimo sétimo aniversário duas prendas mágicas: “O jardim encantado” de Sarah Addison Allen (autora que desconhecia) e “A montanha mágica” de Rodrigo Leão (que aprecio muitíssimo).

Quem admira Rodrigo Leão vai deleitar-se com o CD, é belíssimo. A sonoridade tem a qualidade, a excelência e a mestria a que nos habituaram. Quando ouvi “O fio da vida” pela primeira vez, achei-a de tal forma soberba que a repeti uma e outra vez até perder aquela sensação de enamoramento que me beliscava a cada acorde, a cada palavra! =D

Tenho pena de ainda não ter tido oportunidade de ver o DVD…

O livro não acarretava a expectativa do CD porque não sabia o me esperava. Foi uma excelente surpresa que me fez devorar em 4h as 267 páginas do mesmo.

Dei por mim a parar a leitura e desanuviar a cabeça porque descreve cenas perturbadoras, que não consigo facilmente digerir. Ri de alma cheia, chorei como uma perdida, pensei que “era menina para fazer e/ou pensar o mesmo”, corei com a fogosidade de algumas descrições mais sensuais e, acima de tudo, lembrei-me porque é que gosto de ler romances. Aliás, que tinha saudades deste tipo de leitura que importuna, desassossega e alvoroça sentimentos.

Duas prendas que me encantaram e que recomendo!


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Haverá alguma Agência de Rating a ler estas notícias?


" Na mais recente edição do Innovation Union Scoreboard, Portugal surge no grupo dos países "moderados" em termos de inovação, mas merece uma referência especial por ser "líder" na tabela dos países que mais depressa cresceram, com a melhor performanceno desenvolvimento da inovação."                                                 


Ver texto completo em:
http://www.publico.pt/Economia/empresas-saidas-das-universidades-sao-as-centenas-e-o-numero-continua-a-crescer-1532230?all=1

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Perguntas & Respostas

Era um dia de verão, daqueles em que está quente até tarde e o cheiro a maresia alegra o ar.
Ela tinha acabado de chegar do trabalho, tinha saído tarde e eles aguardavam por ela. Sentados nas toalhas estavam 3 grandes sorrisos à sua espera o que dissipou qualquer cansaço acumulado nesse dia.
Ainda aproveitaram mais alguns raios de sol e depois o casal ofereceu-se para ir à pastelaria mais próxima comprar o lanche enquanto eles os dois foram para casa dela.
Escolheram a varanda para ele beber a sua cerveja enquanto ela apenas aproveitava para espreguiçar embalada pela temperatura agradável daquele fim de tarde.
Foi ele quem quebrou o silêncio: “Tu sabes que és uma mulher intimidante?”
Ela perdeu a postura tranquila e sentou-se virada para ele. Tinha conseguido captar toda a sua atenção.
“Como assim? Achas que sou assustadora?” Ela ria mas estava claramente inquieta.
Ele continuou “ Sabes que quando um homem tenta conquistar uma mulher tenta mostrar o melhor de si, mostrar-se muito interessante e inteligente, fazemos de tudo para vos surpreender…”
“E…..” Ela estava mesmo desassossegada e já não o escondia.
“Como é que eu te vou impressionar se sabes mais sobre a última jornada de futebol, a revisão constitucional e até mesmo sobre a cilindrada da minha carrinha do que eu?”
Ela respirou, aliviada, muito aliviada. Tinham sido esses os temas abordados naquela tarde.
“Estás a falar disso…? Gosto de ver um ou outro jogo de futebol, interesso-me por política e por isso leio umas coisas e como comprei carro há pouco tempo também andei a estudar “mecânica automóvel” =D… Como podes ver foram apenas coincidências!”
“Não, não são… Tu tens opinião sobre tudo e assim as minhas hipóteses de fazer boa figura ficam muito reduzidas… É por isso que disse que eras intimidante… Ainda por cima as mulheres como tu acabam por ficar ou com homens com o cérebro do tamanho de uma noz mas muito bonitos ou então com aqueles que são muito inteligentes e vos conseguem manter interessadas… ”
Ela riu, ela riu muito...
“Estás a rir-te de mim?” disse ele aturdido com a reacção dela.
“Não, estou a rir-me para ti =) Sabes é que as mulheres também gostam dos homens que as fazem rir…”
Agora era ele quem esboçava um grande sorriso.
Ela retomou a sua postura relaxada, colocou as pernas sobre o beiral da varanda, as mãos sobre o ventre e descontraída perguntou: “Ouvi dizer que vão tocar “The year 1812” do Tchaikovsky no vosso concerto. Na parte final há uma interpretação de La Marseillaise, sabes porquê? Não sei onde li mas acho que tem um fundo provocatório, é verdade?”
Ele olhou para ela deliciado e contou-lhe tudo o que sabia sobre a tentativa de invasão da Rússia pelo exército de Napoleão, da forma como tinham sido bem sucedidos (embora com muitas baixas) e como Tchaikovsky repudiava essa batalha.
E ela encantada, ouviu tudo com muita atenção. Afinal, havia muita coisa que ela desconhecia e estava disposta a mudá-lo…

http://www.youtube.com/watch?v=VhG28sexFpE&feature=related

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ela e a Outra

Tremiam-lhe as pernas à entrada do bar e não era de frio…
Era o aniversário duma das suas melhores amigas e teve que disfarçar o incómodo sentido ao ouvir o nome do local onde acabariam a noite.

Estava à espera que todos os carros estacionassem, tinha sido a primeira a chegar.

Trazia vestido umas calças de ganga, uma camisa que embora discreta deixava antever um belo decote, umas sabrinas e um casaco de cabedal castanhos. “Não estou muito mal” pensou “Ou será que estou? Devia ter tido o cuidado de vir melhor arranjadinha…” “Raios, porque é que não arranjei uma desculpa e fui para casa?!...”

Eles chegaram, todos sorriam, o facto do bar ter como tema da noite as bandas sonoras de filmes e séries conhecidas fazia prever uma grande noite de folia.

Entraram.
Ela foi a última, de mãos nos bolsos, calada e sorriso forçado nem a parecia… Não ouvia uma palavra do que lhe estavam a dizer.

O local era agradável, o ambiente bem conseguido, era sem dúvida um lugar prazenteiro para se estar.
Ofereceu-se para ir buscar bebidas, precisava desesperadamente de ter onde colocar as mãos e um Malibu com sumo de ananás ia saber-lhe mesmo bem.

Enquanto esperava ao balcão que lhe preparassem as bebidas eis que a outra dá o ar de sua graça. Reconheceram-se de imediato, ali estavam frente-a-frente a que nunca tinha sido nada e aquela que já não era nada. Perscrutaram-se uma a outra de cima a baixo, uma e outra vez e, depois de esquadrinhar cada milímetro, ambas sorriram. E não foi um sorriso forçado.

A outra era uma mulher atraente, vestia umas calças de ganga e uma t-shirt preta, usava salto alto tipo “plataforma” e o cabelo solto onde sobressaíam umas enormes argolas prateadas. Era uma mulher vistosa.

As bebidas estavam prontas e a inspecção completa, já podia voltar para junto dos seus amigos, fazendo uso dos seus dotes de malabarista para conseguir levar tudo de uma só vez, da forma mais graciosa possível.

“Eu sei qual é esta, é a do Esquadrão Classe A, eu adorava o Murdock!” Já entrava no espírito do grupo porque, mesmo partilhando o mesmo cenário com a outra, já não se sentia constrangida e/ou ameaçada com a sua presença.

Horas depois, já na sua longa viagem de regresso a casa, conduzia de sorriso no rosto.
A outra podia ser belíssima mas ela saía de lá sem a insegurança habitual, triunfante até, porque mesmo de sabrinas tinha percebido que era uma mulher igualmente encantadora e bastante mais fascinante.

Há coisas que nunca mudam, outras sim e é para melhor...

domingo, 8 de janeiro de 2012

D. Sebastião (Rei de Portugal)

"Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?"

                     

Fernando Pessoa, in Mensagem

 Adoro este poema! =D

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os Impostos e o Amor VI

Com a subida do preço do gasóleo/gasolina, da manutenção da viatura, do imposto selo, da vistoria, das portagens (e aparecimento de novas) andar de carro é hoje-em-dia um privilégio que cada vez menos se dão ao luxo de ter.
Portanto, partilhar a ida para o trabalho com o vizinho jeitoso do 2ºesquerdo, com a amiga que mora na aldeia vizinha ou com aquele colega lá da empresa com quem mal se fala começa a ser uma alternativa cada vez mais apelativa.
Nos primeiros dias fala-se do tempo, do aumento dos impostos, da descida dos ordenados, dos assaltos a ourivesarias et cacetera, cacetera
Depois, será ela a falar da novela da noite e, ele absorto, escutará todas as crueldades que os maquiavélicos estupores fazem à boazinha sonsa, só porque a sua companheira de viagem fala imenso com as mãos, ri de uma forma amorosa e mexe na orelha quando fica mais nervosa. Ele compreende que nunca verá uma novela mas fica contente com o decorrer dos capítulos, da sua vida, não da ficção nacional da TVI ou SIC.
Por seu lado ele irá falar-lhe do fantástico golo do Cardozo ao passar do décimo quinto minuto e ela escutará atenta cada momento daquele apaixonado relato sem lhe confessar que acha que um “fora de jogo” é quando o jogador sai de campo e que dos jogadores do SLB só se lembra daquele brasileiro do ano passado de caracóis loiros, lindo de morrer…
E assim, uma poupança transforma-se numa partilha e depois numa necessidade. É ele a rezar para que passem por todos os semáforos no vermelho e ela a desejar que aquele desvio que os faz andar mais 4km ainda esteja lá…
 Mais tarde, descobrem que gostam dos mesmos filmes, que foram aos mesmos concertos, que ambos almejam ser donos de uma acolhedora casa rés-do-chão e que adoravam ter dois cães e um gato e, quem sabe, até um filho (ou dois, se a crise passar)…
E uma vez mais os impostos conduzem, literalmente, a mais uma história com um final amoroso feliz, apadrinhada pelo Dr. Rui Nelson Ferreira Dinis (Administrador das Estradas de Portugal) e pelo Dr. Virgílio Gonçalves Constantino (Presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis).
Uma história comovente, não? =D

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O melhor método contraceptivo do mundo

O melhor método para evitar uma relação sexual por parte de uma mulher é a depilação, ou melhor, a falta dela.
Porquê?
Porque as mulheres, como aliás já o escrevi, são óptimas a pressentir se um encontro poderá desencadear um momento de maior intimidade. No entanto, se ao fazer esta antevisão a mulher quiser ter a certeza que não cairá em tentação, a melhor forma é não fazer a depilação pois às vezes pensamos que não queremos ceder ao desejo mas a dupla indissociável mente/corpo passa-nos uma rasteira e é a vontade à qual tentamos contrariar quem ganha.
Por muita que seja a chama do momento, mulher nenhuma quer que o objecto da sua paixão passe a sua mão por uma perna que em vez de macia é áspera ao toque e inestética à vista…
Nunca a frase “Eu sou eu e as minhas circunstâncias” fez tanto sentido, afinal o pêlo é uma circunstância com um grande poder de coacção e opressão… =)
Este método não falha, é 100% eficaz e muitas vezes utilizado quando há medo que aquilo a que chamamos livre arbítrio, arbitre a favor da voluptuosidade.
Outro assunto interessante seria divagar sobre se é sensato ou não cair em tentação?
Porquê ter medo da voluptuosidade se é esta que alenta os caprichos da dupla anteriormente mencionada? Cada um sabe qual a dor e a delícia de se ser o que se é…
Que tal uma alteração ao final do “Pai Nosso”:
“ E, por favor, deixai-nos cair em tentação.”  
(“Perdoai-me Senhor que eu não sei o que digo, às vezes sei mas não digo” M.S.M. =D)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Greve dos maquinistas da CP

Confesso que considero a greve a pior forma de protesto e/ou contestação. Diminui a produtividade da empresa/instituição/sector e, consequentemente, do país. São também raras as vezes em que há acordo e construção de uma melhor vivência entre as partes envolvidas.
Contudo, esta greve dos maquinistas da CP tem a agravante de ser, na minha modesta opinião, infundada.
Em Novembro de 2010 houve uma greve (legítima) da CP mas o Sindicato dos maquinistas considerou que não deveriam ser cumpridos os serviços mínimos e cerca de 200 maquinistas acarretaram essa recomendação/ordem.
Esta (falta de) acção foi considerada ilegal pela administração que instaurou processos contra todos os maquinistas que não asseguraram os tais serviços mínimos e, tal decisão, foi apoiada pelo Tribunal Arbitral. O caso está agora a ser decidido na barra dos tribunais. Assim sendo, como o Sindicato sabe que não ganhará este processo recorre à greve como forma de “intimidação”.
É só a mim que parece ridículo? Só  de pensar que o país perdeu 2 milhões de euros, que centenas pessoas foram afectadas e que tal poderá voltar a acontecer no Ano Novo revolta-me e indigna-me profundamente!
“Vai mas é trabalhar!” Gato Fedorento

(Como já devem ter reparado, embora tenha prometido usar o novo acordo ortográfico, ainda não o fiz… Continuo a achar que estou a escrever com erros!)