terça-feira, 24 de junho de 2014

Limpezas

Às vezes é preciso fazer uma limpeza geral: começa-se na casa e acaba-se nas relações!

E esta faz parte da banda sonora quando viro a dona de casa exemplar... Ahhhh ah aaah...

Se algum dia jogar o euromilhões e ganhar uma afortunada quantia o sonho da minha vida é ter uma empregada doméstica. E abrir escolas em África, claro!



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Filipe VI de Espanha, II da Letizia e I das Infantas

Eu gosto do Filipe. Faz parte daquele grupo super restrito de homens que tem un je ne sais quoi que me deixa num estado de je ne sais rien!

Este facto é um claríssimo viés a esta análise e deixa-me muito mais condescendente com a monarquia e com todo o processo de sucessão.

Filipe tem o carinho dos espanhóis (e das espanholas, pois claro!): possuidor de uma educação esmerada e exemplar, ousado e independente, casou por amor (baba e ranho) com uma plebeia divorciada,  manteve-se longe dos esquemas e da falta de transparência que assombram outros membros da realeza, serenou ânimos e foi sempre uma força coesiva entre a família real, o governo e o povinho.

Se devia ter sido sujeito ao escrutínio? Talvez devesse... 
Mas tendo em conta que eram centenas nas portas do Sol a manifestarem-se contra ele e que vieram dezenas de milhares de espanholitos para assistir a sua coroação, algo me diz que sairia vencedor. E, assim, sempre se pouparam uns trocos.

Tem já a sua primeira prova de fogo no Referendo pela independência da Catalunha. Estou ansiosa para ver a sua performance e a sua persuasão estabilizadora ao mais alto nível...
É desta que a Monarquia exerce uma "pressão sustentável e saudável" sobre a República? Ya lo veremos...

Longa vida a Filipe VI de Espanha! 




Mas que raio de beso real é este? Fraquinho, fraquinho, fraquinho...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Coisas importantes!




Tenho que ter cuidado ou então ainda transformo isto num blog fóoooofinho!
Nhaccccc! Deus me livre!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Little grand slam :D

Lá lá lá You couldn't be cuter lá lá lá
Lá lá lá Estás tão lamechas lá lá lá

Couldn't be sweter
Couldn't be better
Couldn't be smoother
Couldn't be cuter , baby, than you are... lá lá lá lá lá



Porque é que nunca me dedicaram esta música?! lá lá lá lá

domingo, 8 de junho de 2014

Os Impostos e o Amor VIII

Só após quase 30 anos de existência é que se percebe que se gosta de homens com cabelo comprido?

Ai tanto dinheirinho que se vai gastar a comprar champô e máscaras xpto para dois... 

Devia ser inconstitucional este tipo de comportamento nada austero!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dia D - Obviamente de Diana

6 de Junho de 1944:

Andava a minha bisavó Albina grávida da minha avó materna Emilia e numa realidade bem distante da Cerqueira as tropas Aliadas desembarcavam por mar, terra e ar na Normandia para dar início ao fim do regime nazi de Hitler.
Quando a minha avó nasceu a 29 de Setembro de 1944 não sei se já se sabia na Cerqueira do final da guerra. Lá travavam-se batalhas diárias pelo sustento dos filhos e pela subsistência da humilde vida do campo.

O fim da 2ª guerra mundial mudou o destino da Europa. Tivemos que aprender a viver com os erros do passado. Lavar as feridas, cicatrizá-las, sacudir a poeira às nossas alfaias e começar a laborar de forma organizada e industrializada.
Apertamos as mãos e fizemos as pazes.
Os perdedores tornaram-se (a muito custo) vencedores: exemplo de determinação, bem-fazer, bem-gerir e convicção que não cometerão os mesmos erros.

Tive essa certeza quando visitei Dachau em 2012, o primeiro campo de concentração de presos políticos em Munique. Quando pedimos indicações usando estes termos, os alemães repreenderam-nos: "Dachau é um Memorial em homenagem às vítimas do Holocausto!"
Para confirmar a ideia fomos fazendo a mesma pergunta ao longo do percurso a diferentes pessoas e obtivemos sempre a mesma cara feia seguida da correcção quanto aos termos. (Ahh e é claro que nos diziam como lá chegar... uma dezena de vezes...)

Eu que fui abençoada com o dom de saber todas as coisas (risos, muitos risos) gostei, talvez pela primeira vez na vida, de ser advertida. Os alemães tinham vergonha do seu passado e não voltariam a cometer a mesma chacina. E isso descansou-me, sobretudo depois de visitar o Memorial. Até agora quando escrevo fico com um nó na garganta só de lembrar as cenas macabras que lá vi, li e reli (o diário de Anne Frank é um dos livros mais impressionantes que já li, está com certeza no top 10).

Após estas eleições europeias, os confrontos Russia-Ucrânia, a América Latina a fervilhar e o médio oriente onde sempre esteve já não estou tão serena. Tenho medos, receios e penas. Sobretudo, porque um dia quero pôr filhos neste mundo e não posso protegê-los destes tipos maus que só pensam em petróleo, diamantes e jogos de poder.

Este texto é uma miscelânea de acontecimentos e convicções mas não tenho culpa de ser uma rapariga com consciência do que se passa à minha volta e isso impele-me a opinar.

Além disso, a minha avó Emilia, a minha querida avó Mila perguntou-me se nas muitas viagens que faço só via coisas bonitas?
Menti-lhe e disse que sim. Não dizem que a beleza está nos olhos de quem vê?
Pois muito bem, a minha avó Mila só escutará nas narrações a parte das belas paisagens, lugares magníficos, situações anedóticas, amigos fantásticos e tudo o mais que a faça rir.


Dei-me agora conta que não tenho o Diário de Anne Frank, das 3 vezes que o li trouxe-o sempre da biblioteca da escola. Raios... Agora vou ter que ir a Amesterdão comprá-lo... Uahahhahhahha

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Câmara Lenta

Ali está ela descontraída, distraída a indagar-se se leva mamão ou papaia para a salada de fruta na confusão habitual do hipermercado que costuma frequentar. Sente um vulto a seu lado e desvia o olhar nessa direcção. Mas o gesto reflexo que deveria ter demorado milésimos de segundos ficou suspenso no tempo porque ali está ele, estupefacto, a olhar para ela.

O barulho cessa, a movimentação à sua volta extingue-se, durante segundos(?), minutos(?) só existem eles os dois numa dimensão paralela.

Ela de vestido preto e ele de camisa branca, metáforas mefistofélicas do passado, estão lado-a-lado, tão perto, que se quisessem, podiam tocar-se.

Pela primeira vez em quase dez anos ela não lhe facilita a vida e não finge não o ver e ele não incorre numa fuga ávida e desajeitada.

Não, ainda estão a perscrutar o rosto um do outro. Ele está mais bonito do que ela se lembrava. Aqueles olhos sempre foram tão verdes, tão grandes, tão brilhantes? Não há dúvida nenhuma que este homem é encantador a todos os níveis. Ainda mais, se possível, do que se lembrava.

Uma criança chama incessantemente pelo pai, o momento passa, voltam as vozes, as pessoas e o presente.
Eles?
Eles seguem os seus caminhos sem trocar uma palavra. Não precisam. Ele de mão dada com a filha e ela de coração tranquilo com a vernácula sensação que fez as opções correctas.

Desculpem, não vos contei o que pensou ele? Não é porém evidente?

Ela foi o grande amor da vida dele.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

True story ;)

Mãe- Ai que foto tão giraaa! Mas... O que é aquilo na tua mão?

Filha- É um fino, não se vê bem?!...

Mãe- Estiveste a beber e depois vieste a conduzir de madrugada para tua casa?

Filha- Por acaso, exactamente, porque tinha que conduzir e havia muito policiamento na rua só bebi 2 finos.

Mãe- 2? Óhhh filha mas tu não estás habituada a beber...


(Silêncio... Longo Silêncio)

domingo, 25 de maio de 2014

Eleições Europeias

Fui recensear-me em 2004 para votar, pela primeira vez, nas eleições europeias desse ano. Tinha na altura 19 anos e sabia exactamente em quem ia votar.

Lembro-me de descer a rua orgulhosíssima com o meu cartão de eleitora na mão. Quando cheguei a casa anunciei com pompa e circunstância que era a eleitora nº2341 e que me sentia muito feliz por viver num país onde, mesmo tendo um honroso útero, podia estudar, votar e participar de forma livre no futuro político desta nação. Sempre tive uma queda para o melodrama!

Nestes 10 anos não falhei uma única eleição. Mudei de ideias, votei em branco, arrependi-me do meu sentido de voto mas jamais deixei de exercer o meu direito. Antes de mim, milhares de homens e mulheres lutaram e morreram por este direito que também é um dever.

Numa democracia em que apenas votam 24% dos eleitores, os resultados não expressam a vontade da maioria. Expressam a vontade da maioria que se dirigiu às urnas e, que em muitos países, foram para votar em partidos fascistas de extrema direita.

Se as pessoas não se revêem em nenhuma opção partidária que votem em branco, mas votem. Anulem o vosso voto e façam florinhas em redor das siglas mas votem. Num país ou numa Europa em que a abstenção ganha são as pessoas que perdem.

Podemos viver em democracia mas subjugados à vontade da minoria que não tem preguiça de levantar o rabo, sair de casa e fazer uma cruz num papel.
Estão a ver como é fácil? Não é propriamente uma tarefa hercúlea que se está a pedir...

Analisando as coisas por cá:

Como seria de esperar o PS ganhou e a Aliança PSD-CDS/PP perdeu. 
Na minha opinião Francisco Assis não teve uma vitória mais expressiva por causa do folclore socialista que o envolveu. Da mesma forma que Paulo Rangel e Nuno Melo que até são figuras muito inteligentes perderam (ainda mais) por estarem associados aos partidos que todos os dias diminuem a qualidade de vida aos portugueses.
Marinho e Pinto com a sua personalidade invulgar conseguiu convencer (muitos), estou curiosa para ver o que fará com o seu lugar no parlamento europeu.
O Jerónimo e a sua classe trabalhadora também conseguiram espalhar magia e obter resultados impressionantes.
O Bloco, bem... nem sei o que dizer do Bloco. Depois da saída de Louçã aquilo é o descontrolo total. A continuar assim, não sei se haverá luz ao fundo do túnel.
Depois há o Livre com mais de 2% dos votos... Interessante, no mínimo.

Estamos a fragmentar o poder político, temos que aprender a lidar com isso. E, acima de tudo, temos que aprender que a responsabilidade TAMBÉM está nas nossas mãos.