terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Greve dos maquinistas da CP

Confesso que considero a greve a pior forma de protesto e/ou contestação. Diminui a produtividade da empresa/instituição/sector e, consequentemente, do país. São também raras as vezes em que há acordo e construção de uma melhor vivência entre as partes envolvidas.
Contudo, esta greve dos maquinistas da CP tem a agravante de ser, na minha modesta opinião, infundada.
Em Novembro de 2010 houve uma greve (legítima) da CP mas o Sindicato dos maquinistas considerou que não deveriam ser cumpridos os serviços mínimos e cerca de 200 maquinistas acarretaram essa recomendação/ordem.
Esta (falta de) acção foi considerada ilegal pela administração que instaurou processos contra todos os maquinistas que não asseguraram os tais serviços mínimos e, tal decisão, foi apoiada pelo Tribunal Arbitral. O caso está agora a ser decidido na barra dos tribunais. Assim sendo, como o Sindicato sabe que não ganhará este processo recorre à greve como forma de “intimidação”.
É só a mim que parece ridículo? Só  de pensar que o país perdeu 2 milhões de euros, que centenas pessoas foram afectadas e que tal poderá voltar a acontecer no Ano Novo revolta-me e indigna-me profundamente!
“Vai mas é trabalhar!” Gato Fedorento

(Como já devem ter reparado, embora tenha prometido usar o novo acordo ortográfico, ainda não o fiz… Continuo a achar que estou a escrever com erros!)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Novo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)

Tomou posse na passada terça-feira o primeiro Conselho de Administração do novo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Este & foi ponto de discórdia uma vez que nenhuma das partes envolvidas queria deixar de “puxar dos seus galardões” e abdicar da sua quota-parte de prestígio e excelência… Enfim…

Assisti à cerimónia porque tenho muita consideração, admiração e afecto por um dos membros. Reconheço-lhe todo o mérito e idoneidade para se dedicar de forma excelsa a este projecto que não será fácil, nem recto e, claramente, penoso e problemático.

Este novo centro agregará o Centro Hospitalar Psiquiátrico (Sobral Cid, Lorvão e Centro de Arnês) – CP, o Centro Hospital de Coimbra (Hospital dos Covões, Maternidade Bissaya Barreto e o Hospital Pediátrico) – CHC e ainda o Hospital Universitário - HUC.

Usando uma analogia, é o mesmo que juntar um barco de pesca ao bacalhau (CP) com um navio de guerra (CHC) e um porta-aviões (HUC). Como podem reparar mais do que políticas de gestão muito divergentes, estas três instituições vivem dinâmicas diferentes porque de facto são, indescritivelmente, distintas.

Assim sendo, a missão desta nova administração será sofrida, cansativa mas espero que bem-sucedida porque para mim, parece-me demasiado utópica.

Boa Sorte, é apenas o que posso desejar!

Oh, it's my road and it´s my war...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Há dias maus, há dias muito maus, há dias péssimos, há dias terriveis e há dias como o de ontem...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Afinal o que é uma Agência de Rating?

Vi esta definição no Diário Económico e tive que partilhar:

"Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola.
Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia, quando já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão da escola, um tipo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o como a sua agência de rating.
Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"..e por aí fora.
A Ritinha, que já está com uma dívida muito grande e com um peso na consciência ainda maior, acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia.
Os pais, percebendo que a Ritinha está endividada estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não irá gastar mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha, já viciada em pastilhas, prolonga o pagamento da sua dívida, dividindo o Miguel o lucro daí obtido com o Cabeças que, sendo o mais forte, é respeitado por todos."


Talvez ande a ficar conspurcada com teorias da conspiração mas não é estranho que as ditas agências ameacem baixar o rating de 15 países da Zona Euro por esta incluir economias débeis como a da Grécia, Irlanda, Portugal entre outras quando nunca o fizeram aos EUA que tem Estados com orçamentos catastróficos como é, por exemplo, o caso da Califórnia?
E porque é que o Iraque foi invadido quando o Saddam Hussein assumiu começar a negociar o barril do petróleo em euros por ser uma moeda mais forte?

Há coincidências mefistofélicas...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Perdoai-lhes Senhor, eles não sabem o que fazem… II

Acho que o Rodrigo anda a ler o meu blogue =P

Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho:

"Se olharmos com atenção, a televisão vai-se afastando para as extremidades. Depois de uma ou duas décadas de alguns programas com piada e mediania na ficção (estrangeira, porque a portuguesa era residual…) parece-me estarmos na idade em que os “programas” caminham a passos largos para a imbecilidade bruta e boçal que os anos 90 já deixavam adivinhar, enquanto as séries estrangeiras têm um crescendo de qualidade e diversidade, a que não é alheio, naturalmente, o novo mundo de oportunidades e necessidades que as transmissões por cabo trouxeram. Com as produções majestáticas para cinema a escassear e a cortar orçamentos, grandes actores, realizadores e argumentistas viraram-se para a televisão, o que tem multiplicado as séries de qualidade, nos mais variados géneros. No lado oposto, o chamado entretenimento apenas conseguiu o que já se receava: continuar, e ampliar, atentados cerebrais nascidos com o original “Big Brother”. De então para cá, a quantidade e diversidade de palermices que levam os nomes de reality ou talk-shows fez-nos descer a patamares que poucos souberam antever. E é nestes extremos que, no futuro próximo, a televisão mais se aproximará da sua maior virtude e do seu maior perigo: ajudar a educar (pela qualidade de muitas séries e muitos canais temáticos) quem a saiba aproveitar; mas também ajudar a transformar simples medíocres em completos atrasados mentais, pelo tipo de mensagem que veicula, pelo discurso que difunde, pela opacidade e vazio que pode contagiar gerações. No panorama actual, nada é mais sintomático do que aquele vómito chamado “Casa dos Segredos”. Não é o único, não é o primeiro, e não será certamente o último, mas é o que está no ar... Sendo que , com o avançar da tecnologia, as operadoras e distribuidoras de TV apostam há muito num canal específico e exclusivo, que permite aos interessados (e parece que não são poucos, Deus meu…) seguir 24 horas das “aventuras” de um grupo de gente escolhida a dedo. E o que se passa ali, como em tantos anteriores e outros que se seguirão? Nada. Aliás, peço desculpa... Passa-se que eles e elas passam quase todo o tempo vestidos pela metade, e que, aqui e ali, há no ar a perspectiva de (tchan, tchan, tchan…) sexo. Sim, podemos avançar e evoluir, que não há nada a fazer. Pode o sexo e a sua divulgação estarem hoje ao alcance de qualquer um a qualquer momento, basta pensar na Internet e nos vídeos de qualquer oferta do cabo, mas a malta não se contenta com isso. E assim tudo no conceito anda de volta do mesmo: a aparência dos candidatos escolhidos, o sorriso sempre maroto da apresentadora e a hierarquia das “notícias” sobre os acontecimentos da casa. Em vários jornais sou bombardeado com a “evolução” das vidas das Cátias, Neuzas e Solanges, mais as bocas picantes que trocaram com os Rubens, Hugos e Márcios. Mas nada fez tanto furor, pelo que vejo, do que uma qualquer cena de sexo (conceito variável) entre certa Cleide e certo Carlos (recortei do jornal, para ter aqui à minha frente e não me enganar nos nomes ou sucessão de acontecimentos…). Desta vez, o artigo em causa é uma “entrevista” com a Cleide. Ponto um: todo o programa é assente na expectativa da javardice, mas quando ele e ela “fazem o amor”, fala-se de cenas “polémicas”. Situação idêntica só se veria se um casal que alugou um filme porno comente, indignado, que havia para ali cenas de nudez... Mas o que mais me enternece é que a Cleide nos pede que continuemos a respeitar a sua credibilidade e reputação: acresce que a menina é advogada. Elucida-nos ela que voltará à sua actividade, mas não para já… Por enquanto, vai aproveitar os trabalhos que possam surgir (que surpresa), principalmente as “presenças em discotecas”, essa nobre profissão do novo milénio. Querida Cleide, queria descansá-la, na minha qualidade de compatriota compreensivo e com idade para ser seu progenitor: não fiquei minimamente chocado com o facto de a menina ter cedido à humana tentação de fazer o amor vigiada pelo País inteiro. A sua reputação está segura comigo. Já me causa algum arrepio, confesso, um dia vir a precisar de uma advogada que fez uma pausa na carreira para ir sorrir e ser vista em qualquer discoteca. Feitios. "

Rodrigo Guedes de Carvalho

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Transplantes hepáticos em crianças em Portugal

Os transplantes hepáticos foram realizados nos últimos anos pelo Dr. Emanuel Furtado que veio suceder na mesma missão o seu pai Alexandre Linhares Furtado que foi o pioneiro dos transplantes de rim, fígado e pâncreas em Portugal. São dois cirurgiões brilhantes.

Em meados deste ano, o Dr. Emanuel demitiu-se porque a administração dos HUC não cedeu às suas exigências, nomeadamente, a “autonomização da Unidade de Transplantação dos HUC em relação a qualquer Serviço Hospitalar, respondendo apenas perante escalões hierárquicos mais elevados e reunindo as valências de patologia hepática, biliar, pancreática e transplantes de adultos e de crianças”, a “reintegração dos cirurgiões inactivos, nas práticas do adulto e da criança, medida absolutamente indispensável para a manutenção do nível técnico alcançado e exigido, e a preparação de novos cirurgiões”e ainda a “eliminação das dificuldades e subterfúgios à integração de novos elementos, condição, como a anterior, essencial à preparação e renovação de cirurgiões, tarefa de anos”.

Desde essa altura, os pacientes rumam ao Hospital Universitário Madrileno de La Paz. Porquê?

Porque o centro de transplantação hepática Pediátrico de Coimbra era único no país.

Porque apenas estes dois profissionais têm conhecimento técnico, científico e prático deste tipo de transplantes em Portugal.

Concluindo (de uma forma menos eloquente):

Havia um monopólio neste tipo de episódios. Como não concederam ao filho o PODER e a autoridade para mandar e “desmandar” naquele serviço e para escolher a equipa clínica do mesmo e, como o pai se reformou, não houve ninguém que pudesse suceder ao seu reinado.

Porquê? Porque as únicas pessoas que o sabiam fazer e que dizem querer “preparar novos cirurgiões” nunca o fizeram anteriormente. Porquê? Não sei… Por despotismo? Muito provavelmente.

O que sei é que o Tiago morreu com apenas dois anos à espera de uma “isquinha” a mais de 600Km longe de casa.

Hoje, após esta notícia o ministro Paulo Macedo advertiu que a activação de um centro de transplantes requer “pessoas muito qualificadas”, sendo intenção do Governo dotar Coimbra de condições para o efeito . Teve ainda oportunidade de mencionar a reactivação da realização de transplantes hepáticos em crianças.

Não sei se será preciso necessariamente um centro, ou se a especialização de um serviço cirúrgico seria suficiente (fazem-se cerca de 20 cirurgias destas por ano).

Espero que pai e filho consigam dormir, sabendo que os pais do Tiago vão dormir esta e todas as futuras noites sem o filho.

De quem é a culpa?

Não é minha, que nada sei sobre transplantes.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As mulheres vestem-se para agradar os homens?

Não e Sim…

Não! Uma mulher não se daria ao trabalho de usar qualquer tipo de modelito para agradar o sexo masculino pelo simples motivo que os homens são biologicamente incapazes de o apreciar devidamente.
Só outro par de ovários consegue valorizar (e/ou invejar, na maioria dos casos) o jogo de cintura necessário para usar com elegância uma saia mais travada, ou então, enaltecer outra mulher que com um sorriso nos lábios mantém o equilíbrio durante horas, em cima de um bom salto alto.

Não digo que um homem não olhe para um belo decote, uma perna bem delineada ou para curvas mais sensuais ao nível da anca, mas apenas o podem admirar de uma forma muito arcaica. Assim sendo, uma mulher não se dá ao trabalho de focar a atenção dos homens quando é muito mais prestigiante e motivador tentar impressionar as outras mulheres. É um facto…

Sim! O que as mulheres vestem de forma a agradar o (futuro) companheiro não está, por norma, à vista.
É na lingerie que os homens recebem todos os créditos. Serão tidos os seus gostos mais pessoais em conta, quando uma mulher compra um soutien e escolhe a cor preta, vermelha ou um qualquer padrão, se tem mais ou menos transparências, mais ou menos rendilhados…

Quando uma mulher sabe que há possibilidade (somos óptimas a especular e, sistematicamente, acertamos) de mostrar a sua roupa interior, usará um conjunto com que se sinta intensa e poderosa. Nunca sairá de casa com um par “desemparelhado” de cuecas e soutien. Muito menos optará por aquelas cuecas que pelo tamanho, poderiam ter sido herdadas da sua avó!
Até o pormenor das meias será tido em conta, sendo provável que uma bela meia de ligas seja tirada da gaveta para agradar o sexo masculino.

“Good girls go to heaven, bad girls go everywhere…”

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os Impostos e o Amor V

Porque é que os namorados decidem morar juntos?
Por amor?
Porque cada momento sem o outro é um momento de angústia?
Porque nada faz mais sentido?
Porque sozinho deixas de ser inteiro para ser metade?
Nada disso! Tendo em conta as dificuldades actuais na poupança e na contenção de gastos, fica muito mais económico dividir o custo da renda, da luz, da água, do gás et cacetera, cacetera…

Porque hoje acordei estupidamente lamechas ;)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Os Impostos e o Amor IV

Com o corte deste ano no subsídio de Natal da generalidade dos portugueses, não haverá tostãozinho para prendas.
Assim sendo, não teremos outra alternativa senão dar… Amor: de manhãzinha ao acordar, à hora de almoço ou pelo crepúsculo…
Enfim, seja em que altura for não irá faltar amor para partilhar, desde que não seja pago, claro está =D

domingo, 23 de outubro de 2011

Língua portuguesa: mudanças inexoráveis…

No decorrer do próximo ano vou ter que elaborar um texto escrito segundo o novo acordo ortográfico. Trata-se de um texto oficial e portanto tenho que respeitar as regras.
Sempre fui uma voz dissonante. Não se trata de patriotismo demagógico ou incapacidade de mudança, apenas necessidade de manter a identidade de um idioma riquíssimo.
Expliquem-me porque é que a Sr.ª professora Eugénia fazia três das cinco provas semanais relacionadas com a língua portuguesa para nos ensinar a falar e a escrever correctamente e, agora, porque dois fulanos resolveram apertar as mãos, tudo o que aprendi está errado?!...
Como se não bastasse, só no nosso país é que está a ser implementado, no Brasil tudo continua como dantes…
Para me ir habituando vou tentar usar as novas normas, mas não deixo de expressar o meu pesar…

Outro motivo de revolta é a retirada do livro de Camilo Castelo Branco dos programas escolares, porque é muito difícil…
A mesma Sr.ª professora Eugénia ensinou-nos que um bom livro tinha que ser lido com a ajuda do dicionário porque só assim aprendíamos e ganhávamos vocabulário.
Como é que querem que as novas gerações tenham uma cultura razoável se vivemos num ambiente de facilitismo?
Espero que os meus filhinhos saibam o significado de mefistofélico, palimpsesto, perdulário ou bucólico e que não tenham medo de ter um bom livro e um dicionário (ou acesso à internet =D) na mesinha de cabeceira…

Eu? Monstro das bolachas?! Nãaaaaaaao...

sábado, 15 de outubro de 2011

Tribunal de Contas

O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins, foi nomeado pelo antigo primeiro-ministro José Sócrates e, por ser membro do partido socialista, na altura muito se especulou se não seria mais um Job for the boy.
No entanto, nunca esta instituição primou tanto pelo rigor e isenção.
No último ano li imensos relatórios desta identidade e confesso que muitas vezes fiquei estupefacta pela forma directa e esclarecedora como revelam toda a má gestão das empresas/organizações públicas. Sendo muitos desses relatórios, verdadeiramente, arrasadores.
Não compreendo como é que ninguém lhes dá a menor importância?
Como é que os nossos governantes não são obrigados a cumprir as directrizes por eles enunciadas?
Como é que temos algo que funciona tão bem, tão verídico e confiável e não recebe o menor crédito?

Acontece...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os impostos e o Amor III

Hoje, quando regressava do trabalho, reparei que já se encontra activo mais um pórtico para pagamento de portagens na A25.
Em vez de insultar mentalmente uns quantos ministros e secretários de Estado, lembrei-me que mais uma vez, é um incentivo ao amor entre os casais...
Como os portugueses não têm dinheiro para pagar portagens ficam em casa e, portanto, passam mais tempo juntos.
Como o IVA da electricidade subiu de 6 para 23%, ficam em casa e às escuras...
E o que é que se faz às escurinhas?
Eu contava-vos mas já devem saber e, se não sabem, apaguem a luz ;)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Violinos no Telhado (Pinto Ferreira)

http://www.youtube.com/watch?v=ENnAHyyaub4&feature=related


Talvez um duche de água fria
Talvez mais um cigarro só
Talvez veja nascer o dia
Talvez nem dês por que saí

Que já saí
Que já me pus a andar
Sem sequer te acordar
Que já sumi
Como o fumo no ar
Sem tu veres

Que mais queres tu saber
Nunca ouviste dizer
Que quem diz o que sente
Não mente

Talvez na tua fantasia
Talvez no teu sonho acordado
Quem sabe fosse amanhã o dia
De ouvir violinos no telhado

Talvez um gesto apaixonado
Te dê ideias, ilusões
Nós dois não vai a nenhum lado
Nós dois cada um com os seus botões

Não há nós dois de uma forma geral
Nem sequer no amor
Ficámos sós
Cada um no final
Fica a dor

Que mais queres tu saber
Nunca ouviste dizer
Que quem diz o que sente
Não mente

Talvez na tua fantasia
Talvez no teu sonho acordado
Quem sabe fosse amanhã o dia
De ouvir violinos no telhado (bis)

O amor e a paixão
Não têm nada a ver
Um arde sem se ver
O outro não

Talvez na tua fantasia
Talvez no teu sonho acordado
Quem sabe fosse amanhã o dia
De ouvir violinos no telhado

Perdoai-lhes Senhor, eles não sabem o que fazem…

Mas o que é que se passa com a televisão portuguesa?

A malvada da crise inunda os telejornais com as mais macabras notícias, mas daí até ao folclore em que se tornou o jornalismo em Portugal vai uma enorme distância.

A isenção e a procura de causas científicas ou empíricas deram lugar a peças televisivas nas quais podemos apreciar jornalistas a perguntar a vítimas de um acidente de viação, de um incêndio, de uma violação ou de outro cenário lúgubre qualquer, como se estão a sentir… Não é preciso ter uma bola de cristal para saber responder a esta pergunta. Por falar em poderes paranormais, a Tia Maya tem agora um programa matinal, em que lê cartas de Tarot e “adivinha” que os problemas dos telespectadores vão começar a resolver-se no final de 2012… Conheço uns economistas que chegaram à mesma conclusão sem recorrerem a um médium… Contudo, reconheço que a economia e as leis do mercado têm muito de esotérico =D

Deparamo-nos ainda com estratégicas contratações futebolísticas: Judite de Sousa e José Alberto Carvalho, directores de informação da RTP1, fazem contratos milionários com a TVI.

No entretenimento, Júlia Pinheiro volta à televisão de Carnaxide e Teresa Guilherme à televisão independente portuguesa. Fátima Lopes, a menina querida da SIC, vai ganhar milhões para Queluz de Baixo, apresentando programas da tarde que inspiram sentimentos suicidas aos neurónios de qualquer um. E agora, a cereja no topo do bolo, Pedro Granger apresenta o novo programa de cultura geral da televisão pública portuguesa (este justifica-se, parece novo demais para figurar de professor nos Morangos com Açúcar e demasiado velho para ser aluno).

A casa dos segredos é qualquer coisa de inexplicável, tentei ver alguma coisa no domingo para fundamentar a minha opinião e tenho que dar razão a quem diz que ”parece um anúncio da IKEA, eles armários e elas fáceis de montar”.

Caros estrangeiros, não liguem a estes programas, asseguro-vos que existem jovens inteligentes e interessantes neste país.

É da maneira que talvez se comece a ler mais…

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os impostos e o Amor II

Ainda acerca do imposto sobre solteiros:
Agora sempre que leio um jornal estou à espera de encontrar o anúncio:
"Cavalheiro procura senhora honesta para partilhar o preenchimento dos anexos A e H do IRS. Caso esteja interessada, contacte a repartição das finanças mais próxima da sua área residência, para alteração da morada fiscal."

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fire (Kasabian)


Por falar em "fire" (que soberbo, o meu inglês está ao nível do mais básico dos primatas=P) não acham que este ano houve muito menos notícias sobre incêndios florestais, nos canais da televisão portuguesa?
1. A Protecção Cívil melhorou a sua forma de actuação (hummmmmm)...
2. Já ardeu tudo o que havia para arder, em anos anteriores...
3. Este verão tivemos notícias muito mais interessantes a divulgar como, por exemplo, a crise e ainda,  a crise e não podemos esquecer a crise...
4. Devido à crise (lá está) os piromaníacos estão no desemprego e para ocupar o tempo livre assaltam ourivesarias...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Granada


"Dale limosa mujer, que no hay en la vida nada como la pena de ser ciego em Granada"
Francisco A. Icaza

Após 9 anos voltei a visitar Granada. Se fosse possível diria que está ainda mais bela do que me recordava. E a Alhambra… Que lugar espantoso! (Que dificuldade em encontrar adjectivos para a descrever, todos parecem demasiado redutores…)
Ao contrário da primeira vez, tirámos centenas de fotos. Na altura, tive que me contentar com um fantástico rolo de 32 fotografias, das quais 2 não foram passíveis de serem reveladas, 3 ficaram muito escuras e uma boa meia dúzia delas não tem grande qualidade! =P
Escusado será dizer que quando cheguei a casa fui à procura desse álbum e deparei-me com uma Diana de olhar inocente e alma cheia que já nem me lembrava que tinha existido…  É curioso apercebermo-nos das nossas próprias mudanças. O que pensaria aquela Di da mulher em que me tornei? Orgulho ou desilusão? Prefiro não pensar muito na resposta... =S
Aberto o caixote, não pude resistir à tentação de passar uma vista olhos pelas dezenas de cartas, cartões e postais que recebi nessa altura do meu segundo namorado e primeiro amor (normalmente, as pessoas confundem estes dois conceitos). É um miminho ao ego saber que inspirámos alguém a ponto de nos amar. Cheguei mesmo a ler algumas dessas missivas e emocionei-me, não por tristeza, alegria ou sequer saudade, mas por agradecimento… Agradecimento por ter feito parte da minha vida, por ter feito de mim uma pessoa mais generosa, aliás, ensinar-me o verdadeiro significado da palavra altruísmo, explicar-me que há um lado positivo em tudo e, no fundo, fazer de mim uma pessoa melhor.
Por ter vivido tanta coisa, vou ser capaz de explicar aos meus filhotes, quando chegarem a casa arrasados pelo seu primeiro desgosto amoroso, que ter um namorado é diferente de ter um amor. E, que mesmo quando se perde este último, aparece outro, ou outros porque a vida costuma ser generosa. E que o importante é amar muito e não, amar muitos. Ao ouvir isto, se forem tão perspicazes quanto a mãe, irão perguntar-me se o pai deles é o meu último amor? Ao que, honestamente, irei responder que não sei se será o último, porque desconheço o que a vida me reserva mas que, seguramente, é O amor da minha vida, porque nunca quereria partilhar uma vida e os rebentos dela com ele, se não fosse dessa forma…

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os Impostos e o Amor

Calculo que o facto de haver um novo imposto sobre pessoas solteiras em 2012 irá levar ao aumento do número de casamentos e uniões de facto e, ainda, diminuir o número de divórcios...
Não é bonito ver o nosso Governo a promover o êxito das relações responsáveis? =D

Não sei se devia manter este blogue, ainda sou obrigada a declará-lo em sede de IRS e a pagar impostos sobre ele, mesmo este não me auferindo qualquer tipo de rendimento...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A genética da ironia, a necessidade do cinismo!

Herdamos do nosso pai a capacidade de ironizar qualquer situação e gracejar sobre o imediato. A minha irmã tem o mesmo jeito fácil de fazer rir as pessoas, aquela gargalhada contagiante que torna ainda mais engraçado qualquer motejo espontâneo. Já eu nem sempre sou bem sucedida e há quem confunda os meus momentos irónicos com arrogância e/ou ignorância (choro, baba e ranho façam favor!) =D
Contudo, nos últimos tempos a ironia tem dado lugar ao cinismo. Não digo que me tenha tornado insolente, mas nos momentos em que antes havia a fluidez da ligação boca – cérebro, agora há a necessidade de fazer alguns malabarismos de forma a dizer exactamente o contrário do que estou a pensar… Nunca vos aconteceu? E depois, perversamente, torna-se um hábito… Sou eu a fingir que não é bem assim, sou eu a lutar por ser diferente de mim…
Volta ironia, estás perdoada! =)

domingo, 28 de agosto de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Criar um blogue não é nada fácil...

Começava a achar que tinha sido adoptada porque quase todos os meus conhecidos tinham um blogue e eu não... Por isso, há uns dias, num momento de ociosidade lembrei-me de criar um blogue, fiquei toda contente quando li : "crie o seu blogue, é fácil e intuitivo!".
Contudo é uma mentira deslavada. Demorei quase 40 minutos a tentar que o fundo fosse preto e não tivesse padrões com florinhas, estrelinhas e outras coisas igualmente acabadas em -inhas...
Quando finalmente consegui, decido colocar uma foto minha no perfil, péssima ideia! Mais um momento de pânico e terror quando a vejo enorme a ocupar-me toda a página... Praguejei, claro está, enquanto tentava uma série de investidas para a colocar no sítio onde a queria...
Depois, por acaso, descobri que tinha uma série de questões sobre privacidade e acesso dos leitores... Se deixasse ficar como estava nas pré-definições tinha um blogue que só podia ser lido por mim... Meus senhores das programações percebam uma coisa, se eu quisesse algo lido exclusivamente por mim, tinha um diário que escreveria à mão e guardaria debaixo do colchão =D
Fazendo as contas demorei quase 3 horas a criar esta belíssima página, ninguém diria que sou uma moça estudada, mas asseguro que fiz o meu melhor! =P
Concluindo, avaliem bem, antes de se aventurarem a criar um blogue porque será um momento de verdadeira entropia nas vossas vidas. =D

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Passagem

"Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos. Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde dantes estava a intimidade. É preciso saber passar tudo isso e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade - de tudo, o mais difícil de atingir - os torna verdadeiramente amantes.
Mas eles conseguiram-no, por vezes pisando os destroços do que parecia definitivamente perdido, mas seguindo em frente, quase com o desespero dos naúfragos. Estão juntos há oito anos, para a vida, dizem eles, e eu acredito. Há oito anos que ela descansa o seu cansaço mo ombro dele, que ele alisa o seu pescoço comprido, lhe apaga as olheiras e adormece com uns olhos azuis e ternos vigiando o seu sono."

Miguel Sousa Tavares
Não te deixarei morrer David Crockett

O melhor anúncio publicitário de sempre!




Não consigo deixar de esboçar um sorriso quando o vejo e, por norma, vejo sempre uma segunda vez=D

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sobre mim

Sou a mãe da minha irmã, o marido da minha mãe e o filho mais velho do meu pai=)
Sou impulsiva e retorcida, não sei se sou preocupada por ser controladora ou se sou controladora por ser preocupada.
Sou chata, rabugenta e de extremos: ou ando muito bem-humorada ou muito mal-humorada. Assustam-me os preconceitos e, por norma, gosto de provocar as mentes mais conservadoras. 
Falo muito e tenho o pensamento colado à palavra... Enquanto adepta da ironia consigo ser algumas vezes engraçada...  
Na minha vida nada tem um caminho recto, há sempre um lado mefistofélico em tudo...
Estou sempre atenta e por isso vou estar lá quando precisarem (ou não) de mim...
Choro e rio com facilidade... 
Tenho os melhores pais, a melhor irmã, os melhores amigos e a sorte de encontrar pessoas maravilhosas quando preciso delas. Faço o que gosto e tenho uma vida plena de bons momentos!
Sim, sou feliz! =D