quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Christmas Song :)

Para comemorar as festividades da época nada como ouvir uma doce canção de Natal!

Por acaso até é a minha preferida...




É claro que uma provocadora tinha que escolher uma músiquinha que faz referência a vagabundos, bêbados e trabalhadoras independentes que não descontam para a Segurança Social...
Aahhahahah ahahahha ah!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Estatísticamente falando...

Mann-Whitney, Kruskal-Wallis, Pearson, Spearman, Kolmogorov-Smirnov, Shapiro-Wilk e amigos:

Temo que não haja uma distribuição normal de interesses entre nós e, para um p<0,05, também não há relação estatística significativa entre os vossos estudos e a Dianinha.

Assumo um coeficiente de correlação inferior a 0,19 o que se traduz num grau de influência entre variáveis fraco, demonstrando a inexistência de concordância entre nós.

Dito isto, não há evidência suficiente para manter esta relação.



domingo, 6 de dezembro de 2015

Vespas Asiáticas bzbzbzzzzzzzzzz

Um belíssimo enxame de vespas asiáticas veio adornar uma propriedade dos meus paizinhos...

Calma que as autoridades já estão informadas!

Enquanto decidem a melhor forma de lidar com estas perigosas inquilinas estou a pensar cobrar bilhete aos mirones :)


domingo, 29 de novembro de 2015

Quem quer dá um jeito, quem não quer inventa uma desculpa...

Porque adiamos,
Porque estamos sempre demasiado ocupados,
Porque há algo urgente a ser feito,
Porque não se tem tempo,
Porque fica para amanhã,
Porque não podemos...

Encontrei TODOS os meus amigos de faculdade no funeral de um de nós.
Foi um dos piores dias da minha existência.
Não houve desculpas.
Todos deram um jeito.
Depois desse fatídico dia encontramo-nos com muita mais frequência...
São dias, horas, momentos muito felizes!




P.S.: Embora as imagens sejam poderosas, podem ativar as legendas em inglês :)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Metal: 1 - Melodramático-romântico: 0

Pois meus senhores, aqui está uma interessantíssima forma de transformar algo chato, aborrecido e até um pouco patético numa grande música.



Adele - Hello (metal cover by Leo Moracchioli)

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Vou falecer...

Depois de ver esta publicidade tive vontade de falecer!
Mas não faço questão do burro, já lido com demasiados em vida...



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Da Distância e da Proximidade!

Porque não teria escrito melhor:

"DA DISTÂNCIA, DA PROXIMIDADE e da indiferença
Agora é a polémica das bandeiras, como foi desde Janeiro a dos «Je suis». E dizem algumas pessoas: «Então há mortos de primeira e de segunda?» [Os de primeira seriam em França, os de segunda no Líbano, por exemplo. Ou em Bagdad. Ou em...)

Certo. Um só problema, a meu ver: há um risco de cinismo neste tipo de análises frias e justas.

Quando há um choque porque morre gente próxima (e Paris é uma cidade portuguesa, ao contrário de Beirute, que poucos visitámos), este tipo de relativização custa a entender. Gente tão justa não chorará então morto algum, presumo, nem mesmo quando for alguém da sua família. Porque o seu Amor à Humanidade é puro e justo. Tão puro e justo que não faz distinções. Mais: até se irrita com as distinções. E, em vez de chorar ou sentir um nó na garganta, salta logo com a sua proverbial e racional frieza a contestar a Injustiça. Como alguém que vai a um funeral e se põe a dizer impropérios porque um morto tem a sorte de ter mais gente no cortejo que outro.

E isto porquê? Porque a todos os minutos acontecem horrores na aldeia global e seria humanamente impossível emocionarmo-nos igualmente com todos. Assim, como não podemos estar a todos os segundos a sentir todas as dores do mundo, o melhor é não sentirmos nenhuma, né?

É em momentos destes que sinto que os extremos podem de facto tocar-se. Os apologistas do nós-só-nós (ou eu-só-eu) e os samaritanos do amor-a-todos-igual-por-igual tocam-se, receio.

Na sua superiormente moral e justa indiferença.

Ora batatas, pazinhos!"

Rui Zink

terça-feira, 10 de novembro de 2015

ME-DO!

Como já disse, mais do que uma vez, o partido com que mais identifico (identificava) é o partido Socialista.
No entanto, estou indignada com o caos político atual...
António Costa é refém do BE e PCP. Só há meia dúzia de medidas a curto-prazo em que há consenso e que não é explícito o modo como serão viabilizadas.
Se um possível Orçamento para 2016 estará em via de ser concretizado, já os dos anos seguintes são uma terrível incógnita.
Demagogia e compromisso são um casal belíssimo na teoria mas uma potencial catástrofe na prática.
Gostava de saber o que pensa um "indeciso" que votou no BE ou no PCP por os achar uma alternativa?
É tudo "farinha do mesmo saco" quando sobeja sede de poder?

Se o Estoril e o Belenenses chegam a acordo, o meu SCP está tão lixado...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Há futuro para Portugal!

Não, não vou falar da discussão do Orçamento do Estado, nem de moções de censura ou qualquer outro tema político...

Sim, há futuro para Portugal porque já estamos na 2ª semana de Novembro e ainda não ouvi uma única canção de Natal...

All I want for Christmas is...

domingo, 8 de novembro de 2015

Divisionary!

A Dianinha também consegue ser lamechas.

Fico tão docinha quando ouço esta música que até temo que me escorra mel pelos poros...




Ages and Ages - Divisionary

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Adele - Hello

Sinto-me um ser humano inferior por não achar esta música nada de especial.

Não tive qualquer necessidade de soltar uma lagrimazita como a maioria dos comuns mortais e/ou celebridades mundiais tiveram a amabilidade de nos brindar nos seus inúmeros posts nas redes sociais... 

Aliás por volta dos 3 minutos já estava ansiosa que acabasse...

Só não digo que até a achei um pouco melancólica e aborrecida para não me acusarem de viver à margem da sociedade.







Adele - Hello

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Outono...

Só me consciencializo que entrámos nesta estação quando troco o toque voluptuoso da seda e do cetim por um robe funcional, bem quentinho, fofinho e com sensualidade praticamente nula...



Beirut - Vagabond

domingo, 25 de outubro de 2015

Só eu sei...

Porque não fico em casa la lá lá lá lá
O SCP ganhou na Luz e o FCP empatou!
A vida é bela :)
Que se lixe a instabilidade política portuguesa, a crise social em Angola, a fome no mundo...
Lá lá lá lá lá lá

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Política Portuguesa e Saúde Mental!

Em 2014 António Costa transformou uma vitória do PS nas Eleições para o Parlamento Europeu em derrota para tirar o lugar a António José Seguro.
Em 2015 tenta transformar uma derrota do PS nas Legislativas em vitória para mudar a sua residência fiscal para o Palácio de S. Bento.
Única explicação lógica possível: esquizofrenia...

sábado, 17 de outubro de 2015

Uma novela chamada Política Portuguesa...

Indago-me se neste momento o Presidente da República detestará mais o Juiz Carlos Alexandre ou António Costa?

terça-feira, 13 de outubro de 2015

A Anunciação II

Quando a aversão por um homem é tanta que nem um filho dele foste capaz de carregar no ventre...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Afinal quem ganhou as eleições?

Se fosse obrigatório recensear-se num partido eu seria socialista.

Contudo, isso não me impede de sentir vergonha do que se está a passar.

No Observador, desmontaram há dias a ideia que o povo elegeu a Esquerda para governar:

"Reparem:
PaF + PS = 38,34% + 32,38% = 70,72% da população NÃO QUER os comunistas a governarem!!
PaF + BE + CDU = 38,34% + 10,22% + 8,27% = 56,83% da população NÃO QUER os socialistas a governarem!!
Paf + PS + CDU = 38,34% + 32,38% + 8,27% = 78,99% da população NÃO QUER os bloquistas a governarem!!
PS + BE + CDU = 32,38% + 10,22% + 8,27% = APENAS 50,87% da população não quer PaF a governar."


As contas são tendenciosas e nem sempre englobam todas as forças partidárias mas espelham bem que há sempre várias formas de interpretar os resultados...

Não há legitimidade para o PS fazer coligações à Esquerda quando sempre o renegou em campanha...
Parece que alguém quer o poder, seja a que preço for!
Um governo de coligação à Esquerda é no mínimo ridículo...
Espero que mesmo sendo possível, o Presidente da República não viabilize uma caricatura de governação. 

Que hajam novas eleições, que os militantes do PS se pronunciem negativamente quanto a este joguete de ambição desmesurada de poder, mas que prevaleça o bom-senso, por favor!

Enfim, as novelas e os reality shows estão condenados em Portugal...
Há enredos bem mais interessantes em política.
E eu nem sequer me vou atrever a divagar sobre Presidenciais...

Eclética meu caro, eclética..






quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Frio, fraco e doce...

- Queres açúcar no café?

- Claro, para amargo já basta a vida...

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Politiquices!

Há muita esquizofrenia e/ou amnésia na política...

Em campanha eleitoral molesta-se e ataca-se  de forma cáustica as outras forças partidárias.

Na noite das eleições jura-se que não se aliam ou aprovam outras políticas para não defraudar quem neles votou.

No período pós-eleições já se pode ser muito amiguinho de quem pensa de forma diferente desde que seja para governar...

E que tal um pouco de coerência meus caros? Apenas um pouco...

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Decisions, decisions!


Hummmmmmmm....
Duas semanitas de sono e não se fala mais nisso...




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Pérolas a p... alermas!

Adoro aquelas pessoas que quando estão a falar das suas qualidades saem-se com: 

"Eu sou muito amigo do meu amigo.."

Querem ver que há pessoas que são amigas dos inimigos?
Era dar-lhes com um...E"D"#$%D&/A(J)=)(/&%56$#"


A esperança, a esperança...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

She wants...





Unknown Mortal Orchestra - Multi-Love

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Rais' parta as francesices!

Aquele tipo de homem que tem o tal "je ne sais quoi" que me deixa em estado "je ne sais rien"...

Aquele tipo de homem que sabes que se conviveres mais com ele vais ficar apaixonadérrima até ao couro cabeludo...

Aquele tipo de homem de quem foges a sete pés!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Refugiados...



Eu poderia dizer o que penso sobre a crise de refugiados mas... 
Isto resume muito daquilo que penso...



Autor: Luís Possante Repolho

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Uahahhahahhhahhh

Haverá algo mais delicioso do que uma mulher mal-intencionada?


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Piada Contemporânea

"Michele tu vas tomber...
Ainda te acerto com um pau de selfie que tarregalas!"

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

sábado, 15 de agosto de 2015

Tatile olmak ;)

Tendo em conta que vou viajar para um país onde os atentados tem sido uma constante este poderá ser o meu último post neste fantástico blogue. E talvez vá andar com algum medinho uma vez que provavelmente verei muitos tipos que se enquadram no meu estereótipo de terrorista...

Se pedirem um resgate sejam generosos com os curdos, com o auto-proclamado estado islâmico ou com qualquer outro grupo armado potencialmente perigoso.

Se eu falecer, lembrem os jornalistas do Correio da Manhã que sou uma pessoa linda e maravilhosa.

E uma lágrimazita ou outra ficar-vos-á muito bem.

Masallah! <3



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Amnésia ou Hipocrisia?

Por vezes torna-se difícil compreender os portugueses...

A Sara Carbonero posa para um calendário solidário e torna-se o ser mais generoso à face da terra (já ninguém se lembra que ela disse que Portugal era um país inferior e blá, blá, blá...)!

Jorge Mendes é crucificado por ter gasto 500 mil euros no seu casamento. As pessoas esqueceram e/ou omitiram rapidamente que esse dinheiro foi gasto cá (alimentando a micro-economia da cidade) , que o casamento promoveu de forma muito positiva a cidade do Porto internacionalmente e que pediu aos seus convidados para trocarem as habituais prendas de casamento por donativos a 3 instituições, sendo uma delas o IPO do Porto!

No mínimo: mefistofélico...

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A Mulher Portuguesa tem um bocado de Pena dos Homens...

"A mulher portuguesa não é só Fada do Lar, como Bruxa do Ar, Senhora do Mar e Menina Absolutamente Impossível de Domar. É melhor que o Homem Português, não por ser mulher, mas por ser mais portuguesa. Trabalha mais, sabe mais, quer mais e pode mais. Faz tudo mais à excepção de poucas actividades de discutível contribuição nacional (beber e comer de mais, ir ao futebol, etc). Portugal (i.e., os homens portugueses) pagam-lhe este serviço, pagando-lhes menos, ou até nada. 

O pior defeito do Homem português é achar-se melhor e mais capaz que a Mulher. A maior qualidade da Mulher Portuguesa é não ligar nada a essas crassas generalizações, sabendo perfeitamente que não é verdade. Eis a primeira grande diferença: o Português liga muito à dicotomia Homem/Mulher; a Portuguesa não. O Português diz «O Homem isto, enquanto a Mulher aquilo». A Portuguesa diz «Depende». A única distinção que faz a Mulher Portuguesa é dizer, regra geral, que gosta mais dos homens do que das mulheres. E, como gostos não se discutem, é essa a única generalização indiscutível. 

A Mulher Portuguesa é o oposto do que o Homem Português pensa. Também nesta frase se confirma a ideia de que o Homem pensa e a Mulher é, o Homem acha e a Mulher julga, o Homem racionaliza e a Mulher raciocina. E mais: mesmo esta distinção básica é feita porque este artigo não foi escrito por uma Mulher. 

Porque é que aquilo que o Homem pensa que a Mulher é, é o oposto daquilo que a Mulher é, se cada Homem conhece de perto pelo menos uma Mulher? Porque o Português, para mal dele, julga sempre que a Mulher «dele» é diferente de todas as outras mulheres (um pouco como também acha, e faz gala disso, que ele é igual a todos os homens). A Mulher dele é selvagem mas as outras são mansas. A Mulher dele é fogo, ciúme, argúcia, domínio, cuidado. As outras são todas mais tépidas, parvas, galinhas, boazinhas, compreensíveis. 

Ora a Mulher Portuguesa é tudo menos «compreensiva». Ou por outra: compreende, compreende perfeitamente, mas não aceita. Se perdoa é porque começa a menosprezar, a perder as ilusões, e a paciência. Para ela, a reacção mais violenta não é a raiva nem o ódio – é a indiferença. Se não se vinga não é por ser «boazinha» – é porque acha que não vale a pena. 

A Mulher Portuguesa, sobretudo, atura o Homem. E o Homem, casca grossa, não compreende o vexame enorme que é ser aturado, juntamente com as crianças, o clima e os animais domésticos. Aturar alguém é o mesmo que dizer «coitadinho, ele não passa disto…» No fundo não é mais do que um acto de compaixão. A Mulher Portuguesa tem um bocado de pena dos Homens. E nisto, convenhamos, tem um bocado de razão. 

O que safa o Homem, para além da pena, é a Mulher achar-lhe uma certa graça. A Mulher não pensa que este achar-graça é uma expressão superior da sua sensibilidade – pelo contrário, diverte-se com a ideia de ser oriundo de uma baixeza instintiva e pré-civilizacional, mas engraçada. Considera que aquilo que a leva a gostar de um Homem é uma fraqueza, um fenómeno puramente neuro-vegetativo ou para-simpático – enfim, pulsões alegres ou tristemente irresistíveis, sem qualquer valor. 

E chegamos a outra característica importante. É que a Mulher Portuguesa, se pudesse
cingir-se ao domínio da sua inteligência e mais pura vontade, nunca se meteria com Homem nenhum. Para quê? Se já sabe o que o Homem é? Aliás, não fossem certas questões desprezíveis da Natureza, passa muito bem sem os homens. No fundo encara-os como um fumador inveterado encara os cigarros: «Eu não devia, mas.. » E, como assim é, e não há nada a fazer, fuma-os alegremente com a atitude sã e filosófica do «Que se lixe».

 Homens, em contrapartida, não podiam ser mais dependentes. Esta dependência, este ar desastrado e carente que nos está na cara, também vai fomentando alguma compaixão da parte das mulheres. A Mulher Portuguesa também atura o Homem porque acha que «ele sozinho, coitado; não se governava». O ditado «Quem manda na casa é ela, quem manda nela sou eu» é uma expressão da vacuidade do machismo português. A Mulher governa realmente o que é preciso governar, enquanto o homem, por abstracção ou inutilidade, se contenta com a aparência idiota de «mandar» nela. Mas ninguém manda nela. Quando muito, ela deixa que ele retenha a impressão de mandar. Porque ele, coitado, liga muito a essas coisas. Porque ele vive atormentado pelo terror que seria os amigos verificarem que ele, na realidade, não só na rua como em casa não «manda» absolutamente nada. «Mandar» é como «enviar» – é preciso ter algo para mandar e algo ao qual mandar. Esses algos são as mulheres que fazem. 

O Homem é apenas alguém armado em carteiro. É o carteiro que está convencido que escreveu as cartas todas que diariamente entrega. A Mulher é a remetente e a destinatária que lhe alimenta essa ilusão, porque também não lhe faz diferença absolutamente nenhuma. Abre a porta de casa e diz «Muito obrigada». É quase uma questão de educação. 

A imagem da «Mulher Portuguesa» que os homens portugueses fabricaram é apenas uma imagem da mulher com a qual eles realmente seriam capazes de se sentirem superiores. Uma galinha. Que dizer de um homem que é domador de galinhas, porque os outros animais lhe metem medo? 

Na realidade, A Mulher Portuguesa é uma leoa que, por força das circunstâncias, sabe imitar a voz das galinhas, porque o rugir dela mete medo ao parceiro. Quando perdem a paciência, ou se cansam, cuidado. A Mulher portuguesa zangada não é o «Agarrem-me senão eu mato-o» dos homens: agarra mesmo, e mata mesmo. Se a Padeira de Aljubarrota fosse padeiro, é provável que se pusesse antes a envenenar os pães e ir servi-los aos castelhanos, em vez de sair porta fora com a pá na mão."


Miguel Esteves Cardoso, in ' A Causa das Coisas '

domingo, 2 de agosto de 2015

Velhice...

A partir dos 25 anos a hora a que te deitas não tem nada a ver com a hora a que te levantas...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Selfiestick ou Narscisstick

A única explicação lógica para o aparecimento (e, consequentemente, sucesso) dos selfiesticks é o isolamento e a inadaptação social em que vivemos.

As pessoas estão tão segregadas no "seu mundinho" que já nem se dignam a pedir ajuda para tirar uma simples fotografia...





sexta-feira, 24 de julho de 2015

Viena em 3 Dias #istonãoéumbloguedeviagens

Primeiro começo por apresentar-vos a cidade:

Terra de imperadores, compositores e artistas, a capital austríaca, situa-se nas margens do Danúbio e é uma mistura única de tradições imperiais e arquitetura moderna. Viena é famosa pelos seus eventos culturais, pontos turísticos, cafés, heurigen (típicas tabernas austríacas), tabernas de vinho e encanto especial.

Existem 3 palácios relevantes em Viena: Hofburg, Schönbrunn e o Belvedere.
Li em vários sítios que se tivéssemos que escolher deveríamos pagar para entrar nos dois primeiros porque são extremamente interessantes do ponto de vista arquitetónico e das coleções exibidas. Já em Belvedere podemos apenas apreciar de fora porque no interior a grande atração resume-se à obra de Klimt, Kokoschka e Schiele. Escrevo isto com alguma pena porque um dos meus quadros preferidos é “O beijo” de Klimt.

Temos vários km para palmilhar entre o Ringstrasse (onde se encontram alguns dos mais famosos e belos monumentos da cidade) ou o Museumsquartier (uma das maiores áreas culturais do mundo).
Posto isto vou oferecer-vos uma sugestão de roteiro que deve ser alterada conforme as vossas escolhas e desejos.

Dia 1:

Chegados a Viena, o melhor será livrarem-se das malas o mais rapidamente possível e depois podem almoçar numa tradicionalíssima casa austríaca chamada McDonalds.
De barriguinha cheia começa-se a exploração da cidade.

A considerar que já só se tem uma tarde livre, começaríamos pelo Palácio de Schönbrunn, porque é o ponto de interesse mais afastado da zona central da cidade.

O Palácio de Schönbrunn, antiga residência de verão do imperador, seduz com o belo jardim, a fonte de Neptuno e o jardim zoológico (o mais antigo do mundo).

O Schonbrunn é um dos locais mais visitados da Áustria e foi considerado Património Mundial da Unesco. O palácio passou por períodos de completo abandono, até que foi dado de presente à Imperatriz Maria Tereza, que o reestruturou até que chegasse ao que é hoje. A beleza dos seus jardins é o que mais impressiona e é um dos cartões-de-visita de Viena, sendo muitas vezes comparado aos Jardins de Versalhes.


No alto da colina podemos avistar a Gloriette (nome que habitualmente se dá a um edifício construído no topo de uma colina) pensada para ser um memorial à chamada Guerra Justa.

Após esta visita janta-se cedo e antes de serem tomados pelo cansaço podem visitar o Wiener Prater (gratuito) que fica aberto até à meia-noite.




O Prater é muito mais que um parque de diversões à beira-rio. Foi inicialmente usado pela realeza e nobres como um campo de caça durante séculos e a primeira menção ao parque data de 1162.

O parque era originalmente um lugar onde os trabalhadores e suas famílias podiam ir para descansar e relaxar. Depois disso, o Prater virou um palco de shows e feiras, onde deram espetáculos personalidades como Johann Strauss.

Desde que a roda gigante foi construída em 1897, a sua silhueta virou uma atração muito famosa de Viena e o símbolo do Prater. Diferente de várias outras rodas gigantes espalhadas pelo mundo, a Roda Gigante de Viena sobreviveu a muitas tragédias naturais, mas infelizmente, logo após a Segunda Guerra Mundial em 1945 a Roda pegou fogo e todas as suas 30 cabines foram destruídas. Mesmo que a cidade tenha sido muito destruída durante a guerra, a Roda foi uma das prioridades e foi reconstruída em tempo recorde, voltando a funcionar em 1947.

Dia 2:

Após o pequeno-almoço podem finalmente aventurar-se pelo centro de Viena.

Uma das primeiras paragens poderá ser a Catedral de São Estevão ou Stephansdom (gratuito), situada no centro histórico, é um dos mais importantes monumentos góticos do mundo. Na Sudturm (torre sul) está um gigantesco sino, chamado Pummerin, que foi feito com metal fundido de canhões turcos.

Muito próximo encontramos o Hotel Sacher onde podemos repor as energias com uma sachertorte, a torta de chocolate e alperce mais famosa do mundo.

Depois podem ver a sumptuosa Ópera Estatal de Viena ou Staatsoper como por lá lhe chamam. A Staatsoper foi a primeira grande obra da nova avenida, inaugurada já no longínquo ano de 1869 ao som de Don Giovanni do filho adotivo da cidade, Mozart.

Não muito longe da ópera encontrasse um dos mais carismáticos monumentos da cidade, o Edifício da Secessão. Não sei se se lembram mas a fachada deste edifício aparecia no genérico da série Rex J. A sua moderna arquitetura para a altura (e ainda para os dias de hoje) consiste num edifício quase sem janelas, de forma quadrada rematado por um globo de filigrama dourada sob o qual está escrito a divisa do movimento "Para cada época a sua arte, para a arte a Liberdade".

Por esta altura já será altura de almoçar e podem aproveitar para conhecer o Naschmarkt. O mercado fica muito perto da Secessão e lá encontram refeições, iguarias nacionais e internacionais, frutas e legumes e tudo exemplarmente organizado.



Após o almoço podem visitar o Palácio de Hofburg, de onde o império dos Habsburgo regia e aí podemos conhecer um pouco do dia-a-dia da corte. Aliás, encontramos vestígios dos Habsburgo um pouco por toda a cidade, é muito fácil encontrar uma referência à águia bicéfala, símbolo desta casa real.

Este gigantesco complexo de edifícios, que começou por ser um castelo medieval, cresceu ao longo dos anos e foi a residência dos imperadores de Habsburgo até 1918. Neste momento, incorpora os escritórios do presidente da Áustria, um centro de convenções e a Escola de Equitação Espanhola.

Há no Palácio de Hofburg vários museus abertos ao público, tais como os Apartamentos Imperiais, o Museu de Sissi e a Coleção de Prata Imperial.





Nas traseiras deste palácio temos a Heldenplatz onde se encontra o Neue Burg, um enorme edifício curvo de 1881, tendo sido o último pavilhão a ser acrescentado já ao vastíssimo palácio Hofburg. Construído numa época pouco propícia a estes devaneios, 5 anos após a conclusão desta parte do palácio caiu o Império Habsburg.

Perante esta joia da arquitetura desfilou ainda outro mau agouro para a humanidade, quando em 1938 Hitler sobe à sua varanda e proclama a anexação da Áustria à Alemanha, e desde então e nos 10 anos seguintes reinou a história da II Guerra.
Atualmente alberga a sala de leitura da biblioteca nacional e diversos museus.

Ainda na Ringstrasse podemos encontrar o Parlamento, de arquitetura neoclássica, teve que ser reconstruido em 1950 após a sua destruição na guerra. É rodeado por uma série de estátuas e fontes com alusões aos deuses gregos e romanos.

Terminamos o dia com o novo edifício da câmara municipal de Viena, Rathaus. Além das suas funções governativas este elegante edifício dá lugar a concertos de música clássica bem como a bailes nos seus sumptuosos salões ou jardins.

Dia 3:

Faria deste o dia mais descontraído.

Podemos começar o dia visitando a Karlskirche, é a maior catedral barroca a norte dos Alpes.

Desenhada pelo famoso arquiteto Bernhard Fischer von Erlach, os frescos foram pintados por Michael Rottmayre e as pinturas são dos pintores barrocos italianos Sebastiano Ricci e Giuseppe Antonio Pellegrini e do austríaco Daniel Gran. Pode-se fazer uma visita virtual no site oficial de Karlskirche (em alemão).







A menos de 1km encontramos o Palácio de Belvedere. Situado fora das muralhas da cidade, este edifício destinava-se a ser a residência de verão do príncipe Eugénio de Saboia. Hoje em dia, alberga a Galeria de Arte Austríaca, encontrando-se no centro de um enorme parque.

No edifício, situado no ponto mais alto do jardim, encontra-se a sala Terrena, que alberga as coleções de pinturas dos séculos XIX e XX e de Gustav Klimt.



O almoço poderá ser na zona do Museumquartier porque como a cidade é plana, percorrem-se largas distâncias em pouco tempo.

Durante a tarde podem ainda conhecer a “ilha” do Danúbio, os seus jardins e a sua torre, sentarem-se numa esplanada a degustar um bom vinho austríaco numa taberna local ou até conhecer o Neko: o café de gatos de Viena. Leu bem, é um café cujos anfitriões são gatos que interagem com quem os visita.

Para terminar a visita em pleno, à noite podem assistir a uma ópera.

Todas as fotos são da autoria de Marta Alves ou Renato Panda.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Então dizem que hoje é Dia dos Amigos?

Pessoas há que não acreditam na amizade fraterna entre um homem e uma mulher. Certamente não nos conhecem.

Conheço as tuas direitas e o teu avesso.

Tu antecipas as minhas quedas ou prevês as vitórias.

Eu até torço por uma vitória do Benfica (blhaque blhaque) e tu resignas-te a ouvir Rodrigo Leão.

Um dia a vida irá separar-nos porque grandes amores não permitem grandes amizades e cada um seguirá o seu rumo. Mas será inevitável aquele momento em que o coração lembrará que seria tudo muito mais suportável se estivesses por perto.


Por isso nas poucas coisas que peço a Deus rogo para que a tua cara-metade goste da minha companhia numa corridinha matinal e que o meu mais que tudo não dispense partilhar uma cerveja contigo enquanto assistem ao Tour de France.

A Amizade pura do cuidar, proteger e incentivar é algo que só está ao alcance de poucos privilegiados..



sexta-feira, 17 de julho de 2015

L'amour, l'amour...

Quando achas que TODAS as músicas que passam na rádio foram escritas a pensar em ti estás... tão lixado! 


quarta-feira, 8 de julho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Maravilhosa estupidez...

Reparei que no post anterior poderia ter trocado sushi por tabaco.

Acontece mais ou menos da mesma forma, começas por experimentar, tossir um pouco, engasgas-te e tal, mas não se desiste...

Vai-se insistindo, insistindo, aprende-se a travar o fumo et voilà temos um viciadito por iniciativa própria...

No entanto, temos uma grande diferença. Enquanto que ser amante de sushi te dá um certo status, o tabaco dá-te um selo de dependente condenado ao cancro do pulmão. 

Numa sociedade cada vez mais consciente do culto do corpo e de um estilo de vida saudável, comer peixinho é muito mais salutar do que inalar carvão...


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Aparências...

Estavam duas senhoras na fila do hipermercado a falar sobre sushi.

Srª nº1 - Eu adoro, sempre que posso vou jantar com o meu marido a um restaurante japonês.
Srª nº2 - Eu não gostava nada de sushi, mas como o achava uma comida requintada e até está na moda, fui tentando, tentando e depois de algum esforço, agora até já gosto.
Srª nº1 - Que maravilha! Assim podemos combinar um jantar a 4!


Nota: hoje-em-dia para se ser in temos que gostar de sushi e gin.
É isto que define alguém como tendo um certo status social.
A autenticidade, o carácter e a personalidade parecem não contar para seja o que for.






quarta-feira, 10 de junho de 2015

Left Hand Free

Ela: Sabes a quantos dias tem direito uma mulher que perde o marido?

Ele: Penso que são 5 dias.

Alguns segundos depois...

Ele: Mas que raio de pergunta foi essa? Por acaso estás a pensar ver-te livre de alguém?

(Foi ensurdecedor o barulho dos segundos de silêncio que se seguiram...)


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sentença Fatal!

Enganam-se se acham que este é mais um texto sobre José Socrates e a sua despeitada pulseira eletrónica...

Hoje, em frente ao tribunal do município onde trabalho, um senhor após ser ouvido pelo juiz, caiu inanimado no chão.

É a chamada sentença de morte...

P.S.: esta é uma história verídica, portanto, com um humor negro destes não tenho hipótese nenhuma de ir para o céu...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Limpinho, limpinho, limpinho!

Portugal é, decididamente, um país de moralistas e brandos costumes.

Qualquer um de nós "mudaria de camisola" se lhe oferecessem uma melhor proposta de trabalho. 
É uma questão de profissionalismo: mais tostão e oportunidade de brilhar numa equipa que já não ganha um campeonato há mais de uma dezena de anos faz festas na conta bancária e no ego de qualquer pessoa.
Se só trabalhássemos por amor à camisola, trabalharíamos sempre no mesmo local, independentemente, das condições, do ordenado e das possibilidades de crescimento.

E de ingratos.

É ingrato Bruno Carvalho despedir Marco Silva com justa causa. Um treinador sensato, que respeitou a estrutura do clube, conquistou a Taça de Portugal e foi sempre correcto nas suas avaliações.

São ingratos todos os benfiquistas, incluindo o seu presidente, ao desmerecer Jorge Jesus que conseguiu ganhar o último campeonato com uma equipa totalmente desfalcada e tornou nestes últimos 6 anos o Benfica numa verdadeira máquina futebolística.

E de incautos.

Como é que um homem experiente do futebol como Luís Filipe Vieira perde um treinador com a competência de Jesus para o seu clube rival?

O Bruno de Carvalho deve ter tido uma epifania (e dinheiro das áfricas) para uma cartada de mestre à moda do bom velho Pinto da Costa. Tiro-lhe o chapéu: ou foi uma decisão genial ou um perfeito tiro no pé.

E de esperança.

Como sportinguista espero que Jorge Jesus tenha muito sucesso nos próximos 3 anos e me traga muitas alegrias.

Como sportinguista espero que Marco Silva encontre uma equipa que o valorize e lhe permita crescer ainda mais como treinador.

Como sportinguista espero que o Luís Filipe Vieira consiga encontrar um treinador à altura do anterior, porque afinal quero ganhar contra os melhores.


P.S.: Eu não me esqueço que os sportinguistas também chamaram judas ao João Moutinho quando decidiu alinhar pelo FCP.
Todos somos dados a palermices em determinados momentos da história do futebol português.




Para os preguiçosos tenho aqui uma versão mais curta da imensidão do charme do meu treinador:



terça-feira, 2 de junho de 2015

Diana: a iluminada!

Aposto um queijo da serra como Jorge Jesus será o novo treinador do Sporting!

E fico bastante satisfeita com isso :D


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Fotogenia

Eu até podia ficar bem nas fotos.
Mas não quero.
Uahahahhahahh ahahhah ah!

terça-feira, 26 de maio de 2015

No pasa nada

As eleições municipais e regionais aqui ao lado retiraram 500 maiorias à Direita (PP) e cerca de 300 milhões de votos ao Bloco Central (PP+PSOE).

Movimentos como o 'Podemos' e o 'Ciudadanos' conquistaram terreno e eleitorado.

As insónias de Rajoy foram agravadas por a Esquerda ter ganho em Regiões como a Andaluzia e a Galiza e Câmaras como a de Sevilha ou Barcelona. Em Madrid, embora tenha sido a candidata pelo PP, Esperanza Aguirre, a mais votada, uma coligação entre os partidos de Esquerda 'Ahora Madrid' e PSOE poderá agora assumir o poder...

Em Portugal no pasa nada, mal se ouviu falar do assunto. 
Já viram se os portugueses, na Era da Informação Global e Digital, eram fustigados com tal mensagem?
Ainda ficavam com ideias para as Legislativas e Presidenciais que se aproximam a passo galopante.

Dizem que "de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento" mas pode ser que venha alguma aragem refrescante à maneira como burilamos (pseudo) projectos emergentes e censuramos, de forma construtiva, programas eleitorais medíocres e vazios...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Rais parta a música!

Juro-vos que tenho vontade de me esbofetear sempre que ouço esta música e concluo que gosto disto.

Raio do útero que tem a mania de se impor de quando em vez...



Diogo Piçarra - Tu e Eu

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Campeonato, CR7, Bullying e Bullies...

Declaração de interesses: sou sportinguista, adoro futebol, gosto mais do CR7 do que chocolate e se “atacam “ os meus fervo em pouca água e respondo com ligação direta boca-cérebro.

Posto isto e como havia muito de que falar nesta semana resolvi juntar tudo no mesmo texto, mas orgulho-me de usar mais sinais de pontuação que o Saramago.

Quando era miúda sofri bullying (aliás, sofreram todos os que conheci) na altura não tinha este nome e não havia telemóveis, muito menos redes sociais para publicar fosse o que fosse por isso os momentos, mais ou menos vergonhosos, restringiam-se ao meio escolar.

Primeiro foi com a minha irmã. Havia um miúdo que lhe assaltava o cacifo, roubava o lanche e estragava os cadernos. Quando se queixou em casa o meu pai disse-lhe que quando voltasse a acontecer, ela que fechasse a mão e lhe batesse com a zona dos nós dos dedos, para que lhe doesse menos a ela e mais ao seu agressor, em cheio na cara. Logo no dia seguinte, estava a minha irmã a ser mais uma vez massacrada, apareceu um vizinho nosso bem mais velho que segurou no garoto e disse-lhe para ela fazer o que quisesse. É claro que ela se lembrou dos ensinamentos do nosso pai e espetou com tanta força o seu gancho direito na cara do agressor que além de passar umas boas horas a chorar, nunca mais se meteu com ela.

Ela tinha 9 anos, nesse dia deixou de ser uma vítima e ninguém voltou a ter coragem de a molestar.

Passei por isso um ano mais tarde. Tinha uma “amiguinha” que me atirava com um gato à cara sempre que me apanhava a jeito (leia-se quando aqui a xoninhas passava os intervalos a explicar-lhe as mais básicas operações matemáticas que aquele calhau tinha dificuldades em assimilar e, que por na altura ter a mania que era a madre Teresa de Calcutá, continuava a sujeitar-me para a ajudar). Um dia cansei-me. Queixei-me em casa. O meu pai, conhecendo-me muito bem, sabia que não me poderia dar o mesmo conselho que dera à minha irmã e, portanto, explicou-me que dependendo da situação poderia usar duas estratégias: ou desprezava quem não merecia a minha atenção ou se fossem ofensivos comigo deveria usar a minha melhor arma: a palavra.
No dia seguinte arrasei verbalmente (sem usar um único palavrão que a Madre Teresa não faz essas coisas) a garota, de tal forma que desatou a chorar e como na altura não se recorria a psicólogos para recuperar destes danos à alma, passou a evitar-me em toda e qualquer situação.

Ainda hoje a minha irmã diz que faço mais estragos com 2 frases do que ela com os 2 punhos fechados.

A vida é dura, os garotos são cruéis e todos nós temos a nossa mea culpa na forma como (des)educamos as criancinhas.
E se acham que não há futuro para os bullies de hoje-em-dia desenganem-se! Podem sempre vir a ser subcomissários da PSP. Uahahhahhah brincadeirinha, isto só foi uma forma de passar ao próximo tema…




Aquelas imagens em Guimarães não têm explicação.
Todos sabemos que os agentes da polícia ganham mal, estão sujeitos a muito stress e que o futebol galvaniza mais o povinho do que outra coisa qualquer. Mesmo assim, independentemente das circunstâncias, o senhor subcomissário nunca poderia ter reagido daquela forma. Se insultarem a mãe ou cuspirem na cara de um qualquer cidadão poderão ficar sem um ou outro dente. Faz parte da nossa natureza protegermos os que nos são queridos e agirmos como umas bestas em alturas de grande tensão. E, se houver justiça, sofreremos as consequências de cada ato praticado.

Um agente da polícia tem que estar acima disto, tem formação e preparação psicológica para lidar com o mais irracional dos seres. Tem um código de ética a cumprir e tem que ser alguém que inspira respeito e brio.

De toda esta lúgubre cena, só quero guardar na retina a imagem do agente (penso que se chama Ernesto) que abraça e protege aquele garoto ou de todos os outros que evitaram maiores conflitos no Marquês. Estes sim jogam noutro campeonato, no que está certo! ;)



E está assim lançado o mote para falarmos do meu Cristianinho.


Avança a Imprensa Espanhola que CR7 poderá estar à venda por 100 milhões de euros, uma vez que caiu em desgraça para os lados de Madrid por ter falhado um penalti contra o Valência e ter feito 2 maus jogos contra a Juventus. Isto revela da parte do Real Madrid e dos seus adeptos uma enorme ingratidão e é um pouco ilustrador do facto dos espanhóis não tolerarem muito bem os portugueses que alcançam o sucesso no futebol, relembremos o caso do Mourinho. Aqui a única exceção parece ser mesmo o Figo, este continua a merecer prestígio um pouco por todo o lado.

Ainda me ria se o meu querido Manchester United o comprasse e lhe permitisse golear (leia-se arrasar) o RM numa próxima edição da Liga dos Campeões.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Dia da Espiga

Hoje, quarenta dias depois da Páscoa, comemora-se o dia da Ascenção do Senhor, também conhecido
 por quinta-feira da Espiga.

De acordo com a tradição, neste dia as pessoas deveriam ir ao campo apanhar espigas de cereais, um raminho de oliveira e flores campestres e com isto fazer um ramo. Este seria guardado dentro de casa até ao ano seguinte.

A cada elemento do ramo é atribuído um desejo: a espiga é para que não falte pão, a oliveira traz paz e luz ao lar e as flores reclamam alegria para todo o ano. 

A cada tipo de flor é também associado um simbolismo: a papoila personifica o amor e a vida, o malmequer representa o ouro e a prata e, por último, o alecrim expressa saúde e força.

Conheço esta tradição desde muito pequena mas reconheço que nunca fiz um ramo neste dia.

No entanto, num ano em que a tragédia e a tristeza são as palavras que melhor retratam a aldeia em que nasci, almejo que muitos tenham saído de casa e ido ao campo colher plantinhas.

Nesta altura do campeonato já todos os métodos são cientificamente válidos para trazer algum gáudio à vida desta boa gente...


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Investigação Científica, Excelência e Publicação de Artigos

"Estamos perante a indução de um produtivismo que conduz à banalização de práticas inaceitáveis, como o autoplágio, a autocitação ou o “fatiamento” de artigos. 
Há mesmo quem se orgulhe de ter publicado centenas e centenas de artigos ao longo da sua vida académica. Será isso uma coroa de glória ou de demência? 
Cada dia se publica mais. Cada dia se lê menos. 
Há pressões cada vez maiores para impor uma cultura de produtivismo. Não podemos ser cúmplices dessa corrupção da ciência e das universidades que está a destruir a vida académica. 
É tempo de dizer “não”."


António Sampaio da Nóvoa - Reitor da Universidade de Lisboa.

Pode ler o texto na íntegra aqui.

Descobri este texto quando tentava conhecer melhor o possível candidato à Presidência da Republica Portuguesa. Gostei bastante do que li.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Famílias - A Felicidade é sempre a resposta!

Um dos anúncios melhor conseguidos de sempre.

Vê-se logo que esta famosa bebida refrescante só podia ter sido inventada por um farmacêutico :)

Será que com tanta fofura (ler com sotaque brasileiro, né) as Famílias portuguesas aprendem um pouco mais sobre igualdade de direitos?

Adorava que os meus filhos nascessem e crescessem numa Sociedade mais justa e tolerante...



Adoro os tipos do Marketing e da Divisão Criativa, quero um só para mim! Uahahah ahha ah!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Problemas Hormonais

Começo a achar que os meus níveis de estrogénio devem ter baixado.

Não consigo ouvir uma música do Ed Sheeran (tive que ir ao Google ver como se escrevia o nome do tipo!) até ao fim. 

Acho-as escandalosamente fastidiosas e monótonas...


quarta-feira, 1 de abril de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Rosso Corsa

Em miúda era programa dominical assistir com o meu pai aos Grandes Prémios da Fórmula 1 que a televisão pública exibia à hora de almoço.

Portanto acabei por ganhar algum gosto pelas corridas e alguma curiosidade por marcas e pilotos.

Uma das coisas que aprendi é que se quiseres um Ferrari, além do dinheiro da compra, tens que ter garantias bancárias como consegues suportar toda a manutenção do veículo. A marca não quer ver Ferraris amolgados nas estradas…

Aliás, se quiseres ter um de uma série limitada, também tens que ter um certo status, uma certa notoriedade que te permita exibir a viatura.

Chamem-lhe estratégia de marketing ou outra coisa qualquer, vale o que vale e só aceita as regras quem quer, ou melhor dizendo quem tem tostãozinho suficiente para estas extravagâncias.

Posto isto, há dias em que me sinto um Ferrari.

Não por achar que tenho muito garbo mas porque me indago sempre se quem fica comigo tem estofo para manter uma relação cativante, interessante e promissora a longo prazo.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Quartos-de-Final na UEFA Champions League


Que azar teve o Porto!

Os rapazes do Pep estão a jogar a um nível extraordinário e será muito difícil uma vitória, ainda por cima com a segunda mão jogada em Munique...

Mas pronto no futebol tudo é possível e se apostar um euro que seja na vitória portista poderei ficar rica :)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Não se admire se...

Ninguém escreve canções de amor como os compositores brasileiros!

Desculpem lá a lamechice (ó diabo o corrector ortográfico dá erro nesta palavra -.-) mas têm sido dias difíceis...



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Toma Rennie que passa...

Ter como temas quotidianos de conversa o "mea culpa" de Juncker, o impasse na Ucrânia, o que vai na mente de Isabel dos Santos, o braço-de-ferro entre Grécia e Alemanha ou ainda (até me dói a alma) os últimos resultados do meu SCP deixa-me aziada.

Tenho que deixar de ter interlocutores tão interessantes e preocupar-me mais com o declínio no gosto amoroso do Cristianito, as tendências da próxima estação ou a gravidez da Fernanda Serrano.
Só assim poderei evitar o uso de inibidores da bomba de protões.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sem Abrigo

Isto de ser uma sem-abrigo até tem vantagens:

- Já conheço todos os hits do momento que inundam as estações de rádio,
- Lá se foi a história da insegurança-a-conduzir-da-coitadinha-da-di-pós-sinistro,
- Ver tanta gente preocupada comigo e a oferecer-me os seus leitos deixa-me comovida pá,
- Estou finalmente a ser coerente com o nome deste belíssimo e extremamente eloquente blogue uahahahah ahhh ah.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Recuerdos

Há malta que traz lembranças dos sítios que visita. Depois há a Diana que deixa recuerdos por onde passa.

Desde uns simples brincos em Praga, a um relógio caro em Barcelona ou até um casaquito cheio de valor sentimental no metro em Madrid (et cacetera cacetera! Se fossem só estes estava eu muito bem...)

Se fico desgostosa?

Um pouco… Sofro do mal comum de me afeiçoar a bens materiais, a achar que me definem quando na realidade apenas contam um pouco de quem sou, do que gosto, do que me deixa um brilho nos olhos.

Se os podia repor?

Muito provavelmente sim, uns com mais facilidade do que outros.

Se valeria a pena?

Não creio. Porque no fundo o que conta são as lembranças do que vivemos nos locais que visitámos, as pessoas que conhecemos, os sabores que descobrimos e as histórias que partilhámos.

Quanto aos recuerdos: as memórias inspiram-me muito mais do que um punhado de ímanes no frigorífico.